Dê um livro personalizado no Dia das Crianças

Precisa mesmo de um post para falar isso? Convenhamos…

Se tem uma coisa não se discute que crianças precisam, afinal, é de literatura. É a literatura que ajuda a ensinar, por meio de suas metáforas cuidadosamente engendradas e da maneira com que os grandes temas da infância são abordados, como lidar com o esse mundo tão difícil que vivemos. É a literatura que faz os neurônios gerarem sinapses mais rapidamente. É a literatura que coloca o raciocínio em outro patamar, tão sofisticado quanto a vida de hoje exige.

E, sim, você pode ir a qualquer livraria e comprar qualquer livro para seus filhos ou netos – todos valerão a pena. Mas o que acha de dar um livro com uma história personalizada – um que contenha a própria criança como protagonista e que, portanto, seja mais eficaz em prender a sua atenção?

Eis a proposta da Fábrica de Historinhas: aqui, todos os livros são personalizados para que se encaixem como uma luva na vida do seu filho ou filha. Tem dúvidas? Acesse o site clicando aqui ou na imagem abaixo, veja os nossos títulos e personalize um para seus filhos ou netos agora, no Dia das Crianças!

Uma coisa podemos prometer: o interesse dele por livros, algo tão fundamental na própria formação da inteligência infantil, será certamente impactado!

Livros avulsos e pacotes: conheça os novos modelos da Fábrica de Historinhas!

Quando lançamos a Fábrica de Historinhas, no finalzinho do ano passado, tínhamos apenas um modelo de venda: assinatura. Ou seja: os pais pagavam um valor mensal e, a cada trinta dias, recebiam em casa uma nova história personalizada.

Pois bem: acabamos de reformar a Fábrica e acrescentar alguns novos modelos. A partir de agora, ela funcionará assim:

  1. Livros avulsos: quem quiser poderá personalizar e comprar apenas um livro, de maneira simples, prática e direta.
  2. Pacotes: A assinatura se transformará em um pacote periódico. Ou seja: se quiser três meses de historinhas, bastará comprar o pacote de três meses. Neste caso, no entanto, os pais poderão também escolher quais dos livros receberão em quais meses, facilitando tanto a personalização quanto agregando mais opções.
  3. Aniversário: Finalmente, o pacote de aniversário (que inclui um livro grande para o aniversariante + livrinhos pequenos para dar de lembrancinhas aos convidados) será mantido.

E quanto aos assinantes atuais? Quem quiser pode migrar para algum dos nossos novos modelos, bastando que contate o atendimento@fabricadehistorinhas.com.br , ou ficar como está. Pelo menos até dezembro deste ano, todos os planos de assinatura atuais serão mantidos.

Essas mudanças vieram depois de muita demanda do público e acreditamos que, agora, a Fábrica ficará muito mais acessível e prática para todos. Gostou?

Então confira o site no www.fabricadehistorinhas.com.br e divirta-se escolhendo as historinhas ideais para seus filhos!

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O que fazer nas férias com crianças?

A matéria abaixo pode ser relativamente antiga… mas há conteúdos que costumam se manter sempre no presente.

Leitura recomendada para pais e mães que estão às voltas comesse tanto de tempo e energia livres circulando pela casa 🙂

Link da matéria: http://epoca.globo.com/vida/vida-util/comportamento/noticia/2014/12/b43-atividadesb-para-fazer-nas-ferias.html

Como pensam as crianças

Já começo pedindo perdão pelo título, pretensioso demais para o que realmente pretendo escrever aqui. 

Faz algumas semanas, instalamos no iPad da Isa, minha filha mais velha de 5 anos, o Youtube Kids. O objetivo: permitir um pouco de independência em sua navegação pela Internet uma vez que ela poderia fazer buscas por voz e que nós poderíamos contar com algum tipo de censura quanto a conteúdos… digamos… inapropriados. 

O que eu não contava é que isso nos permitiria viajar fundo na maneira com que o cérebro de uma criança é articulado em nossos dias. 

Vamos a exemplos: 

Quando ela quer buscar algo sobre o famigerado Spinner, por exemplo, ela não fala “Spinner”: ela fala “coisas maneiras”, na esperança de achar não apenas o brinquedo em si como também conteúdos semelhantes. O Youtube, cujo algoritmo de busca é simplesmente genial, entende isso perfeitamente e entrega como resultado exatamente o que ela quer. 

O que mais ela busca? Conteúdos estilo “do-it-yourself” em versão kids, exemplos de brincadeiras com bonecas ou simplesmente ideias para se passar o tempo quando está entediada. Tudo em uma linguagem que, para nós, adultos, soa ilógica e fadada a levá-la a lugar nenhum. 

Não é que crianças tenham ideias diferentes de adultos – essa verdade é verdade desde que o mundo existe. É que agora – pelo menos essa foi a minha conclusão – os diálogos internos delas, a maneira com que elas raciocinam, é absolutamente distante do que nós, que nascemos antes da era digital, estamos efetivamente preparados para entender.

O Pequeno Príncipe e o valor dos clássicos

Às vezes esquecemos o quão importante são os clássicos. 

Aliás, nos esquecemos que livros viram clássicos por carregarem em suas páginas sabedorias raras, costuradas em enredos sofisticados que conversam fundo com o leitor. 

Me lembrei disso na semana passada, quando li o Pequeno Príncipe para a minha filha de 5 anos. 

Há o começo curioso e exótico, com um ser vindo de um planeta distante tendo sua história contada por um piloto que caiu no Saara. Seus olhinhos já começaram a brilhar por aí, pelos mundos distantes do dela que, subitamente, se apresentavam. 

Mas – e é isso que transform livros em clássicos – logo a superfície foi sendo substituída por temas aprofundadíssimos para crianças. A distância colossal entre seu mundo e o mundo dos adultos, a dificuldade de comunicação, os medos da solidão e do abandono, a morte, o além… 

Em cada página, uma lição nova saía das páginas direto para o seu coração, deixando um rastro de expressões conflitantes, ora aliviadas, ora tristes, ora esclarecidas. 

A saga do Pequeno Príncipe levou quase uma semana, terminando na noite da quinta. 

Não foi uma leitura fácil – principalente quando chegamos no final, quando o Príncipe morre e retorna ao seu planeta. Mas quais grandes sabedorias da vida são fáceis de serem adquiridas? 

A partir daí, até hoje, ela volta e meia faz referências à história – seja tentando “cativar” algum animal, falando da flor ou simplesmente olhando de maneira mais prolongada e pensativa para as estrelas. 

Os conhecimentos dos livros, claro, não são como pílulas que mostram efeito no instante seguinte: são sabedorias que se constroem por impregnação, de história em história, de fantasia em fantasia, de constatação em constatação. 

Eis, para mim, o grande valor dos clássicos: eles permitem saltos comprovadamente impressionantes nessa jornada tão individual que, invariavelmente, levará cada leitor, de qualquer idade, ao mais importante de todos os conhecimentos: o próprio. 

Somos as nossas histórias

Não digo isso como uma espécie de chavão, como uma frase solta, jogada ao vento, só por ser “bonita”. Eu realmente acredito que nós somos o acumulado das nossas histórias. 

Eu só funciono como funciono porque fui educado pelas histórias de vida dos meus pais (que, por sua vez, fora, moldados pelas histórias dos meus avós e assim por diante). Quando digo histórias de vida, incluo desde desafios da época, livros lidos que moldaram suas visões de mundo, perspectivas alcançadas e frustradas e assim por diante. 

Dia desses recebi do meu pai um livro com a história da nossa família desde o começo do século XIX, quando “éramos” tropeiros cruzando os sertões da Bahia. Havia, nesse livro, um conjunto de histórias e fotos de uma riqueza redescobridora – um conjunto que me fez entender melhor até a mim mesmo. 

O que fiz com isso? O óbvio: traduzi na linguagem de uma criança de 5 anos, usando as fotos como gancho, e comecei a repassar para a minha filha mais velha um pouco de como chegamos até o presente. 

Partindo de imigrantes portugueses do começo do século XIX. Depois, do paupérrimo Vale do Jequitinhonha nas suas secas mais áridas. Em seguida, guiando boiadas até o meio da Bahia. Caçando educação para os mais promissores. Perseguindo uma vida diferente. Singrando sertões até chegar ao mar de Salvador. Cruzando os céus até chegar a São Paulo. 

As nossas histórias de vida são como contos de fada – tudo depende da maneira com que as roteirizamos e fazemos encaixar nas mentes de menor idade. São, aliás, muito melhores do que contos de fada que se passam nas florestas do norte da Europa: há, nos nossos passados, qualquer coisa que acaba soando familiar, possivelmente por obra da memória genética, e que atrai muito mais a atenção dos nossos filhos. 

Para que mais serve uma história, afinal, senão para nos ajudar a entender quem nós realmente somos?