Personalizando historinhas na vida real

As historinhas daqui da Fábrica acabaram me dando uma ideia que acabei colocando em prática recentemente: personalizar todas as histórias que conto para a minha filha, apimentando-as com nomes familiares a ela para cultivar mais a concentração.

Pus isso em prática na semana passada, durante uma historia sobre os Deuses Gregos. A história em si já era cativante o suficiente, verdade seja dita, até pelas interferências externas (como trovões ecoando no exato instante em que eu falava da ira de Zeus).

Mas a sua curiosidade assumiu proporções muito maiores quando disse que Afrodite era tão vaidosa quanto ela mesma, que Atena era tão sábia quanto a avó, que foi Eros quem flechou o coração do seu amigo Otto e que todos moravam em uma montanha que ficava na Grécia, bem depois de Portugal (país familiar para ela por ser onde moram os avós maternos).

Claro: é sempre necessário ter o cuidado de não destruir mitos ou histórias – não se pode desensinar uma criança, naturalmente. Mas posso afirmar que essa personalização, essa contextualização do novo no meio do familiar, funciona maravilhas para captar a concentração de uma criança.

Era óbvio, afinal: se funciona com os livros da Fábrica de Historinhas, por que não haveria de funcionar em todas as outras histórias?

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