Como ensinar o certo e o errado em um mundo tão errado quanto o nosso?

Missão difícil essa à que me propus ao fazer a pergunta título deste post. Tão difícil que, confesso, nem tentarei criar uma resposta definitiva.

NEsse sentido, tenho mais interrogações do que exclamações. Afinal, há moradores de rua ensinando o que é miséria pelas ruas da cidade, há pregações xenófobas na TV, há adultos destilando preconceitos que deveriam ser inconcebíveis, há cenas de guerra povoando a Internet, há muito, mas muito mais lágrimas do que sorrisos.

Não que eu ache que o mundo esteja cada vez pior: basta um mínimo de senso histórico para comparar os nossos tempos com os que queimavam infiéis em fogueiras públicas ou os que celebravam em praças as cabeças rolando em guilhotinas. Em verdade, acho que o mundo nunca esteve tão melhor e tão pacífico quanto em nossos dias… mas o “problema” é que as comunicações em si são tão abundantes e anárquicas que temos a sensação de estar vivendo no verdadeiro inferno.

E, se é justamente a comunicação que molda os nossos olhos e ouvidos, como ensinar aos nossos filhos que aquele vilão que está na posição de herói, guiando uma nação com a força do preconceito, está tão errado quanto coberto de apoios e aplausos?

Difícil isolar a educação que queremos dar a crianças que vivem tão inundadas de exemplos opostos aos valores que queremos que elas tenham.

A solução, como disse, não tenho. Acho que ninguém tem.

Mas talvez ela passe pela oportunidade única de se ler um livro para uma criança na hora de dormir. Por que? Porque esse é um dos únicos (senão “o” único) momento em que a sua atenção estará 100% voltada para a narrativa que estiver contando para ela. Sem TV. Sem brinquedos. Sem outros amigos bagunçando junto. Sem outros adultos tumultuando o áudio.

Apenas você e seu filho e uma história agindo como ponte para a sua formação ideal.

Funciona?

Espero que sim. Lá em casa, pelo menos, tudo indica que está funcionando 🙂

Germany, Berlin, Father reading book while son sleeping
Germany, Berlin, Father reading book while son sleeping

Você já levou o seu filho a uma biblioteca?

Antigamente, bibliotecas eram lugares em que todos poderiam fazer empréstimos de livros (em muitos casos com cópias únicas) e devolvê-los depois de lidos. 

A própria evolução tecnológica impôs uma mudança dramática no cenário: livros são fáceis de se encontrar (seja em forma física ou digital) e bibliotecas já deixaram, há muito, de ser as guardiãs dos exemplares únicos de grandes histórias. Mas isso significa que elas não tem mais motivo de ser? 

De forma alguma. Bibliotecas, hoje, continuam sendo o que sempre foram: templos de disseminação da literatura. O estilo da “pregação”, por assim dizer, é que mudou. Em outras palavras: talvez não faça mais tanto sentido ir a uma biblioteca para tomar um livro emprestado como se fazia na década de 80. Mas faz, sim, muito sentido ir a uma biblioteca para mergulhar no universo da literatura com a mesma intensidade com a qual se vai, por exemplo, a um cinema ou a um museu. 

Quer exemplos práticos – principalmente focado nas crianças? 

A Biblioteca Infantil Multilíngue Belas Artes, na capital paulista, tem um espaço inteiro dedicado a crianças com o objetivo de estimular a leitura como brincadeira.

A Biblioteca Infantil Aglaé Fontes de Alencar, em Aracaju, tem uma sala específica para oficinas e leitura coletiva de histórias.

A Biblioteca Lucília Minssen, em Porto Alegre, tem uma programação mensal rica com oficinas de leitura e apresentações teatrais. 

Em outras palavras: se, antigamente, bibliotecas eram lugares onde as pessoas escolhiam as histórias para levar para casa, hoje elas são ambientes onde as histórias são consumidas e trabalhadas diretamente. 

Hoje, as bibliotecas se transformaram em museus de histórias vivas. Quer coisa mais perfeita para incentivar o hábito de leitura em crianças? 

Aceite, então, uma dica: procure uma biblioteca em sua cidade, atente-se à programação e aproveite as férias para garantir uma visita com os seus pequenos! 

(Uma dica extra: este post aqui lista uma série de opções extremamente interessantes por todo o Brasil.)

Censura na historinha

Dia desses me deparei com um infográfico pra lá de interessante no UOL sobre a escolha de histórias para crianças. Tem de tudo: dados, dicas e opiniões bem completas sobre o quanto o “politicamente correto” ajuda ou atrapalha no processo educacional.

Bom… não vou me alongar tanto aqui, mesmo porque nada que eu escreva será mais completo que a matéria. Recomendo que vejam clicando aqui, na imagem abaixo ou diretamente no link http://tab.uol.com.br/contos-infantis/#censura-na-historinha

screen-shot-2016-12-14-at-16-23-00

10% de desconto e entrega garantida antes do Natal

Precisa dizer mais do que já está no título deste post? Pois é: para quem estiver interessado em aproveitar a época, criamos um cupom que dá direito a 10% de desconto em todas as mensalidades e a entrega garantida do primeiro livro personalizado antes do Natal.

Como fazer?

Simples: basta acessar o http://www.fabricadehistorinhas.com.br e fazer a sua assinatura. No processo, insira o código de cupom NATAL2016 e pronto: o valor será alterado automaticamente e você já receberá a primeira historinha para ler com seu filho ou filha!

Cabe apenas uma observação: o cupom é válido apenas até o dia 15 de dezembro!

Sendo assim, aproveite: o Natal está logo ali e não há presente melhor do que um que valha pelo ano todo!!!

161203_FH_LinkAD_Natal.png

 

 

As duas línguas portuguesas nas historinhas da Fábrica

“Esse projeto está muito fixe!”, disse a Teresa, uma das mães da nossa parceira Storytellme, editora portuguesa, quando apresentamos o conceito da Fábrica de Historinhas.

Confesso que ficamos daqui, do outro lado do Skype, olhando um para a cara do outro sem entender se havíamos recebido um elogio ou uma crítica. Nos minutos seguintes constatamos: ela havia gostado. “Fixe” era algo como  “legal”.

Ufa!

Como todos os livros que temos até o momento na Fábrica são de origem portuguesa, mergulhei imediatamente na tarefa de adaptá-los ao nosso brasileirês… e fui descobrindo todo um outro mundo.

 

Descobri que, além de “fixe”, havia todo um universo de palavras inexistentes pelas bandas de cá. Descobri que tempos verbais inteiros (como o futuro do pretérito) mal são falados do outro lado do Atlântico.

Descobri que lá se fala “aspeto”, e não “aspecto”; e “facto” ao invés de “fato”.

Descobri que a pontuação tem outro estilo, outras regras, outra fluidez. Se você já leu Saramago, certamente foi impactado pelo tamanho quase angustiante das suas frases. Pois é: esse não era o estilo próprio do mestre lusitano e sim o idioma em si, com todas as suas regras gramaticais.

Enfim, descobri que o português de Portugal escrito é tão exótico, aqui para nós, quanto o falado. E é também incrivelmente belo, lúdico, fluido.

Deveria então manter os livros da Fábrica na língua-mãe? Não – não faria sentido adotar escritas e concordâncias erradas sob os parâmetros ortográficos e gramaticais brasileiros. Não faria sentido “des-ensinar” crianças, claro. Fui, então, para uma espécie de meio de caminho.

Para dar mais ritmo, acabei traduzindo grafias e ajustando frases, mas preservando parte da “forma” e do estilo de pontuação de cada parágrafo. É meio difícil de explicar, eu sei – mas é como se os livros daqui da Fábrica fossem escritos em um terceiro português, feito para unir o melhor dos dois mundos de maneira meticulosamente articulada.

Apesar de suspeito para falar, fiquei muito satisfeito com o resultado – e os primeiros pais que já receberam as historinhas, pelo que temos colhido de feedback, também.

Em outras palavras: ficou muito, mas muito fixe mesmo 🙂

l_e_c_2

 

 

 

Livro do mês: Descobrindo Profissões com a Sury

A segunda leva de livros personalizados da Fábrica está saindo agora das gráficas! E o título deste mês é “Descobrindo Profissões com a Sury“.

Profissões – algo por vezes difícil para se explicar para crianças que não entendem exatamente o que nós, pais, fazemos quando saímos de casa.

Pois bem: ensinar o significado de algumas das profissões, destacando aquelas que mais mexem com a imaginação infantil (como veterinários e bombeiros, para ficar apenas em dois exemplos), é sempre algo importante para o próprio processo de crescimento e entendimento de mundo.

Como parte da metodologia narrativa da Fábrica, os nomes dos seus pequenos aparecem como personagens principais, sendo guiados pela cadelinha Sury por esse mundo dos adultos que tanto atiça a imaginação!

Espero que gostem! E, se quiserem dar uma olhada mais a fundo nesse título, é só clicar na imagem abaixo ou neste link aqui: http://www.fabricadehistorinhas.com.br/ebooks_detalhe.aspx?id=f6c65cb3-b095-4e00-81fe-3b95caa1751a

screen-shot-2016-11-04-at-12-32-36

Por que um bom livro é uma porta secreta?

A infância é surreal. Já comentei isso em algum post passado quando me alonguei, talvez mais do que o necessário, sobre como livros permitem que crianças criem mundos de acordo com as suas próprias e pessoalíssimas visões de mundo.

Nessa linha, vale muito conferir a palestra do autor Mac Barnett sobre a escrita que escapa das páginas abrindo todo um caminho para a imaginação:

https://embed.ted.com/talks/lang/pt-br/mac_barnett_why_a_good_book_is_a_secret_door

 

Antes de mais nada, deixa eu me apresentar…

Oi.

Meu nome é Ricardo Almeida, sou pai de uma menina incrível de 5 anos e Presidente do Clube de Autores.

E por que me apresento?

Porque sou eu que ficarei por aqui, escrevendo no blog e relatando um pouco da nossa experiência com a Fábrica de Historinhas.

Para quem não conhece – a imensa maioria das pessoas, dado que estamos lançando a Fábrica agora – somos um serviço de assinatura de histórias infantis personalizadas. Em outras palavras: ao fazer a assinatura, o responsável pela criança cadastra alguns dados simples (nome do filho ou filha, do pai, da mãe, dos avós, de amigos etc.).

O que acontece a partir daí? Todo o nosso acervo de livros se personaliza. Mensalmente, a família receberá um livro que conterá a criança ou algum membro da família como personagens, inserindo, portanto, o próprio universo dela no meio da história.

E como a família receberá os livros? Tanto no formato impresso quanto no digital.

Pois é: imprimiremos um livro personalizado para cada criança, enviando-o diretamente para você todos os meses. E é aqui que entram as nossas credenciais.

A “magia” que viabiliza isso vem de duas empresas diferentes: o Clube de Autores, que tenho a honra de dirigir desde 2009 e que, hoje, já imprime sob demanda uma variedade de mais de 60 mil títulos diferentes, e a Storytellme, empresa portuguesa mundialmente reconhecida e responsável não apenas pelos títulos infantis que estamos ofertando como também pelo próprio sistema de personalização das histórias.

Juntamos uma coisa à outra e pronto: a partir de agora, toda família poderá receber livros tendo a si própria como protagonista. Quer maneira melhor de fazer uma criança mergulhar em uma história do que se enxergando nela?

E esse é o nosso propósito.

Sendo assim, se estiver por aqui lendo esse post, visite nosso site no www.fabricadehistorinhas.com.br, faça a sua assinatura e deixe os seus filhos mergulharem mais fundo no universo da literatura! Seja bem vindo!

14379900_10154151760023393_3080906634568151916_o

Conheça a Fábrica de Historinhas

A Fábrica de Historinhas surge de uma parceria entre o Clube de Autores (Brasil) e a StoryTellme (Portugal) com o intuito de modernizar a maneira com que a literatura é trabalhada para crianças.

Em uma era caracterizada pelo excesso de estímulos comunicacionais voltados para a criança por todos os meios existentes, envolvê-la de maneira mais densa no universo de histórias passa a ser um desafio de imensas proporções. Esse envolvimento, no entanto, é fundamental para que a criança aprenda desde cedo a manter-se mais concentrada e a se aprofundar nos mais diversos assuntos, habilidades essas que infelizmente vem se perdendo em uma sociedade crescentemente superficial.

Como solução, a Fábrica de Historinhas inverteu a lógica de se trabalhar histórias para crianças: ao invés de deixá-las como meras espectadoras ou ouvintes de relatos envolvendo personagens terceiros, nós inserimos o próprio universo de cada criança nas histórias.

Assim, a própria criança e seu círculo próximo – pai, mãe, irmãos, avós e amigos – passam a ser personagens em histórias originais e personalizadas. Em outras palavras: produzimos experiências únicas e histórias de fantasia, onde a criança empresta o seu mundo às personagens, podendo ser o herói ou heroína, vilão ou vilã, mascote ou ajudante.

E como ela recebe essas histórias? Em livros mensais, abordando os diversos temas e trabalhando estímulos fundamentais à formação, tanto em formato impresso quanto eletrônico.