(Mas as historinhas são sempre sagradas)

Na terça passada, fiz um post aqui sobre a alta carga de responsabilidade que, às vezes, entregamos aos nossos filhos.

Lá em casa, em nosso próprio micro-universo, estamos lidando com isso agora – mas tem uma coisa que me mantém orgulhoso. Seja com o cansaço que for, algo nunca muda na nossa rotina: minha filha só dorme, ao menos em dias de semana, depois de receber a sua dose de historinhas noturnas.

Para mim, é um alívio.

Acho isso fundamental – principalmente por ser uma demanda que parte dela, não de mim. Histórias abrem mentes, impulsionam sinapses, despertam um tipo de curiosidade de mundo que considero fundamental para o amadurecimento de qualquer ser humano. Seja por Marcelo, Marmelo, Martelo, por alguma historinha personalizada daqui da Fábrica ou por contos do Monteiro Lobato sobre Romanos e Egípcios, o fato é que há todo um emaranhado de curiosidades e repertórios sendo construído toda noite.

Repertórios.

O que seriam eles senão os ingredientes mais fundamentais para que todos nós, crianças e adultos, consigamos nos desemaranhar dos nossos problemas e resolver os desafios que a vida sempre colocará em nossas frentes?

É com eles – os tantos personagens que nos fazem companhia todas as noites – que mais conto para que ela cresça bem, inteligente e, sobretudo, feliz.

Hiperativado

Minha segunda filha nasceu na segunda da semana passada.

De lá para cá houve o natural: lidar com o natural ciúme da minha mais velha, hoje com 5 anos; mergulhar na rotina de troca de fraldas, choros e fomes; ajudar a implementar uma nova rotina de 24 horas na casa; garantir que todos fiquem bem; e, claro, trabalhar. Não há nada de excepcional aqui: todos os pais passam pelas mesmas coisas todos os dias.

Mas, ainda que esteja falando da normalidade, é inegavelmente uma normalidade que cansa.

É como escrever uma nova saga por dia com direito a curvas nos enredos, personagens fantásticos, protagonismos surpreendentes, lições finais e assim por diante.

Mas há outra coisa inegável: a sensação a cada pseudo-final de dia é incrível.

Há coisa melhor que filhos?