Reacostumando-se à rotina

Sei que a volta às aulas varia de estado para estado ou mesmo de escola para escola.

No caso da minha filha, elas recomeçaram na quarta-feira da semana passada.

Sim: como muitas crianças de 5 anos, ela estava em um estado de ansiedade incrível para rever as amigas e retomar a rotina.

Mas, sim, a readaptação ao horário tem sido tensa. Nada mais de dormir depois das 10 ou mesmo 11 e nada mais de acordar depois das 10. Depois das 10? Para não perder a van escolar, o horário de despertar agora é às 6:20, quando o dia ainda carrega alguns tons da noite neste final de verão.

Se isso por si só não bastasse, ainda há toda a carga de atividades extra como natação e ballet para somar mais cansaço a esses nossos tão amados pequenos seres humanos. O resultado tende a ser óbvio: pedaços de exaustão exibidos como pequenas malcriações e “ranzinzisses”.

O que fazer? Bom… continuar remando o barco com as constantes e cotidianas correções de rota.

O que é educar, afinal, senão corrigir rotas a cada segundo?

Tanto falamos de contar histórias para crianças aqui que, às vezes, acabamos nos esquecendo de que as nossas vidas, de pais, são uma história à parte.

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Eu e as férias da escola

Já faz tempo que eu desenvolvi o hábito de ler historinhas para a minha filha toda noite, antes dela dormir. É um dos momentos que mais gosto do dia, aliás, por poder testemunhar de maneira impressionantemente nítida o seu crescimento intelectual e o seu entusiasmado encantamento com cada pedacinho de enredo.

Até aí, tudo bem.

Aí vieram as férias, claro, para quebrar a rotina da minha filha. As mesmas férias trouxeram os avós dela para casa, pintaram tudo de família e, como não poderia ser diferente, encheram o ar de alegria. Convenhamos: depois desse 2016, um pouco de mudança de ares é mais que bem vindo, certo?

Indiscutível.

Só que meu posto de contador de histórias foi temporariamente suspenso: para matar as saudades da avó que mora longe, minha filha tem dormido no mesmo quarto que ela e pedido a ela para ser a “leitora oficial”.

Sei, sei… o importante é que o fluxo de literatura ouvido adentro continue a todo vapor. OK. Não discuto isso.

Mas sabem o que descobri? Que ler para nossos filhos é algo que fazemos tanto por eles quanto por nós mesmos.

Nesse mundo tão atribulado que vivemos, passear pela fantasia infantil diariamente é uma bênção inegável para qualquer adulto!

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