Livro do mês: Descobrindo Profissões com a Sury

A segunda leva de livros personalizados da Fábrica está saindo agora das gráficas! E o título deste mês é “Descobrindo Profissões com a Sury“.

Profissões – algo por vezes difícil para se explicar para crianças que não entendem exatamente o que nós, pais, fazemos quando saímos de casa.

Pois bem: ensinar o significado de algumas das profissões, destacando aquelas que mais mexem com a imaginação infantil (como veterinários e bombeiros, para ficar apenas em dois exemplos), é sempre algo importante para o próprio processo de crescimento e entendimento de mundo.

Como parte da metodologia narrativa da Fábrica, os nomes dos seus pequenos aparecem como personagens principais, sendo guiados pela cadelinha Sury por esse mundo dos adultos que tanto atiça a imaginação!

Espero que gostem! E, se quiserem dar uma olhada mais a fundo nesse título, é só clicar na imagem abaixo ou neste link aqui: http://www.fabricadehistorinhas.com.br/ebooks_detalhe.aspx?id=f6c65cb3-b095-4e00-81fe-3b95caa1751a

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Como escolhemos os nossos livros?

Confesso que descobri o que agora escrevo apenas depois de ter virado pai. Há teorias, afinal, que só fazem sentido mesmo com a prática.

Sempre tive o hábito de ir com minha filha a uma livraria perto de casa para escolher alguma história interessante. Desde cedo, minha maior batalha nesses pequenos templos do saber era fazê-la escolher livros mais ricos do que coletâneas de adesivos ou mesclas de histórias com quebra-cabeças.

Mas, na medida em que íamos desbravando as prateleiras juntos, sempre me deparava com histórias assustadoramente ruins. Para ficar apenas em um exemplo, há uma infinidade de contos com bruxas e seres malignos que simplesmente não tem um ‘final’, um encerramento qualquer que evite que a criança passe semanas a fio se perguntando se algum ser maligno aparecerá em seu quarto à noite para devorá-la.

Teóricos e pedagogos podem fazer qualquer defesa para obras assim – mas, como pai, posso assegurar que crianças, principalmente as mais novas, precisam compreender o conceito de começo-meio-fim até para aprender a separar a fantasia da realidade.

Há outros fatores em jogo também, claro: a qualidade das ilustrações, a resistência das páginas, o volume de texto e, claro, a mensagem implícita no enredo. Fatores como esses foram os que mais levei em conta na hora de criar esse novo negócio, a Fábrica de Historinhas. Não queria que as nossas histórias fossem apenas seleções aleatórias das mais vendidas: queria que todas fossem meticulosamente selecionadas de acordo com o olhar de quem tem filho e não de uma editora.

E acabamos chegando a uma seleção inicial que julgo incrível, com muitos dos livros exclusivos para a nossa plataforma.

Sabe outro ponto importante? Pais não podem escolher livros às cegas: é importante que saibamos como a história se desenrola até para entendermos se ela é ou não ideal para nossos filhos.

Aqui, portanto, não haverá surpresas nesse sentido: os livros que entregamos mensalmente à base de assinantes estão todos abertos para visualização no site, bastando acessar a área de ‘nossos livros’.

Espero que gostem tanto quanto nós gostamos! 🙂

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Lidando com a dificuldade do universo infantil

Nós, adultos, temos a mania de olhar para crianças com alguma inveja sobre a facilidade da vida delas. O raciocínio é sempre o mesmo: crianças só precisam pensar em brincar, crianças não precisam ralar 10 horas por dia em frente a um computador, crianças não tem que pensar em sustentar a família etc.

Sim, é verdade: preocupações de adultos cabem mesmo a adultos. Mas não devemos menosprezar as delas.

Crianças, principalmente as mais novinhas, ainda não sabem diferenciar fantasia de realidade com a brutalidade de um adulto.

Para elas, bruxas, monstros e fadas existem da mesma forma que carros e prédios.

Para elas, uma história bem contada tem o mesmo peso de uma prova ocular qualquer.

Para elas, o que se escuta vale tanto quanto o que se enxerga.

Quer comparar preocupações? Pense você mesmo: o que seria mais preocupante? Entrar no cheque especial ao final do mês ou lidar com um dragão enfurecido escondido embaixo de sua cama?

O universo infantil não é desprovido de preocupações: ele é muito, mas muito mais recheado delas do que o nosso. E a maior dificuldade é que, quando elas compartilham alguns dos tantos medos com os adultos, eles acabam ignorando-os com a solenidade de uma parede.

O remédio para isso? Não há outro senão o próprio tempo e a maturidade que, aos poucos, vai eliminando a sensação de realidade da fantasia. Mas há, claro, como cuidar melhor dessa fase sempre tão complicada: com boas histórias.

E quando digo ‘boas histórias’, aqui, refiro-me a todo um conjunto que inclui livros com enredos bem escritos, fechados, que passem algum tipo de mensagem clara e que sejam contados com a devida empolgação pelo adulto-narrador.

Refiro-me a livros e não a filmes ou desenhos: só livros permitem que as próprias crianças desenhem os personagens e as ações em suas mentes ao invés de ver o que os outros imaginaram para ela. Livros exercitam mais o cérebro do que os olhos.

E refiro-me, sobretudo, à atenção que se deve dar ao universo da criança. A parte mais difícil de se ler uma história na hora de dormir, afinal, é saber também ler e interpretar tudo o que se passa por trás dos olhares atentos do seu filho ou filha.

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Por que um bom livro é uma porta secreta?

A infância é surreal. Já comentei isso em algum post passado quando me alonguei, talvez mais do que o necessário, sobre como livros permitem que crianças criem mundos de acordo com as suas próprias e pessoalíssimas visões de mundo.

Nessa linha, vale muito conferir a palestra do autor Mac Barnett sobre a escrita que escapa das páginas abrindo todo um caminho para a imaginação:

https://embed.ted.com/talks/lang/pt-br/mac_barnett_why_a_good_book_is_a_secret_door

 

Conheça a Fábrica de Historinhas

A Fábrica de Historinhas surge de uma parceria entre o Clube de Autores (Brasil) e a StoryTellme (Portugal) com o intuito de modernizar a maneira com que a literatura é trabalhada para crianças.

Em uma era caracterizada pelo excesso de estímulos comunicacionais voltados para a criança por todos os meios existentes, envolvê-la de maneira mais densa no universo de histórias passa a ser um desafio de imensas proporções. Esse envolvimento, no entanto, é fundamental para que a criança aprenda desde cedo a manter-se mais concentrada e a se aprofundar nos mais diversos assuntos, habilidades essas que infelizmente vem se perdendo em uma sociedade crescentemente superficial.

Como solução, a Fábrica de Historinhas inverteu a lógica de se trabalhar histórias para crianças: ao invés de deixá-las como meras espectadoras ou ouvintes de relatos envolvendo personagens terceiros, nós inserimos o próprio universo de cada criança nas histórias.

Assim, a própria criança e seu círculo próximo – pai, mãe, irmãos, avós e amigos – passam a ser personagens em histórias originais e personalizadas. Em outras palavras: produzimos experiências únicas e histórias de fantasia, onde a criança empresta o seu mundo às personagens, podendo ser o herói ou heroína, vilão ou vilã, mascote ou ajudante.

E como ela recebe essas histórias? Em livros mensais, abordando os diversos temas e trabalhando estímulos fundamentais à formação, tanto em formato impresso quanto eletrônico.